anisocoria

Anisocoria: pupilas de diferentes tamanhos. Veja o que fazer

Este post foi atualizado em 5 maio, 2021

A anisocoria é uma condição que afeta o tamanho de nossas pupilas, ou seja, elas ficam com tamanhos diferentes.

Geralmente, não representa risco à nossa saúde ocular, podendo desaparecer sozinha e sem a necessidade de tratamento.

Nos casos mais sérios da condição, uso de colírios ou cirurgia podem ser prescritos, após diagnóstico da causa subjacente. 

Aliás, os sintomas mais comuns da condição são visão embaçada e visão dupla e podem incomodar bastante.

O que é anisocoria

A anisocoria é uma condição, geralmente benigna, que afeta o tamanho das pupilas de nossos olhos. 

Qualquer pessoa pode ter pupilas de tamanhos diferentes, sem representar riscos à nossa saúde ocular. 

No entanto, às vezes a condição pode ser causada por outros problemas de saúde ou doenças oculares mais sérias. E, nesses casos, é preciso tratar a causa subjacente.

Apenas o oftalmologista, após diagnóstico através de exames específicos, pode indicar o tratamento ideal. 

Aliás, pessoas que sofreram derrame, possuem algum problema que afete o sistema nervoso, histórico de dano à saúde ocular, inflamação da íris ou até pupilas que respondem a pouca intensidade de luz de forma diferente, correm risco de desenvolver a condição.

Tipos de anisocoria

Ao todo são 4 tipos de anisocoria:

 

  • Anisocoria simples
  • Anisocoria patológica
  • Anisocoria mecânica
  • Anisocoria farmacológica

 

 

 Continue acompanhando que vamos te explicar sobre cada um deles. Dê uma olhada a seguir:

Anisocoria Simples

A anisocoria simples – chamada por anisocoria fisiológica também – é o tipo mais comum de número de ocorrências e não representa gravidade à saúde ocular.

Geralmente, pode chegar a afetar até 20% da população e a diferença dos tamanhos entre as pupilas chega a ser menor do que 1mm.

A causa para este tipo de condição ainda é desconhecida, mas é comum surgir e desaparecer por conta própria, além disso, as pupilas neste tipo de anisocoria reagem de forma normal quando nossos olhos estão expostos à luz.

Anisocoria Patológica

Já a anisocoria patológica provoca diferença no tamanho das pupilas por causas subjacentes, tais como:

  • Irite – inflamação da íris
  • Síndrome de Horner – afeta o tempo de dilatação das pupilas quando expostas à pouca luz. Pode ser causado por um derrame, tumor ou lesão na medula
  • Paralisia do terceiro nervo – paralisia do nervo oculomotor, responsável pelo movimento dos olhos, pálpebras e tamanho das pupilas
  • Pupila tônica de Adie – danos às fibras nervosas que controlam o olho e a dilatação da pupila. Afeta mais as mulheres e geralmente afeta apenas um dos olhos

Anisocoria Mecânica

O terceiro tipo de anisocoria- a do tipo mecânica – é causada após danos em nossas íris ou nas estruturas de suportes da íris do olho.

Estes danos podem ter sido causados por algum tipo de lesão no olho, após procedimentos cirúrgicos no globo ocular (cirurgia de catarata), condições inflamatórias (como irite e uveíte) e até por glaucoma de ângulo fechado.

Além disso, tumores nos olhos podem também causar anisocoria mecânica. Aliás, outras doenças oculares também provocam este tipo de anisocoria, sendo que destacamos:

  • Coloboma – lacuna na íris presente desde o nascimento da pessoa. 
  • Aniridia – Ausência total ou parcial da íris do olho
  • Pupila Ectópica – condição que faz deslocar a pupila ou a lente do olho

Anisocoria farmacológica

O último tipo – a anisocoria farmacológica – é causado por uso de determinados medicamentos que podem resultar no tamanho diferente das pupilas. 

Dentre os medicamentos estudados até o momento e que causam anisocoria farmacológica, destacamos:

  • Medicamentos para tratar depressão (inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS))
  • Colírios pra tratamento do glaucoma (Alphagan P e Iopidina)
  • Adesivos transdérmicos de escopolamina para tratar enjoo e náusea da quimioterapia 

Sintomas

Geralmente, a anisocoria não é percebida tão rapidamente. Às vezes você consegue perceber ao comparar fotos antigas com as atuais. Nesses casos, a condição aparece e desaparece muitas vezes por conta própria.

No entanto, quando a anisocoria está relacionada a um outro problema de saúde ou um problema ocular, você precisa estar atento aos seguintes sintomas:

 

Diagnóstico

Normalmente, você mesmo consegue reparar que suas pupilas estão com tamanhos diferentes. No entanto, ao notar essa condição, busque atendimento médico para o diagnóstico correto da causa.

Apenas o médico poderá determinar a gravidade do quadro e se há necessidade de tratamento também. 

Dentre as opções mais comuns para diagnóstico de anisocoria destacamos:

 

  • Exame de vista
  • Raio-X
  • Tomografia computorizada
  • Ressonância magnética
  • Diferencial de sangue
  • Hemograma completo
  • Punção lombar

 

 

Vale lembrar que o seu oftalmologista irá realizar testes para avaliar a saúde da sua pupila. Para isso, poderá realizar testes em ambientes iluminados e escuros, já que vai ajudar no diagnóstico de qual pupila está com tamanho anormal.

Outro exame de vista bastante comum para diagnóstico de anisocoria é analisar a pupila com um microscópio com lâmpada de fenda.

Este exame mostra em detalhes a condição de saúde ocular, por conseguir analisar pequenas seções dos olhos.

Tratamentos

O tratamento para a anisocoria dependerá da causa subjacente. Assim, se as suas pupilas tiverem tamanhos diferentes por causa de uma infecção ou alergia ocular, o médico pode receitar colírios ou antibióticos para o tratamento.

Porém, apenas o seu oftalmologista poderá prescrever o tratamento ideal, após consulta médica.

Mas, pode ficar tranquilo, porque, geralmente, a condição tende a desaparecer sozinha, sem representar riscos à nossa saúde ocular. 

Prevenção

Infelizmente, não é possível prevenir a anisocoria, mas há medidas que você pode tomar para reduzir o risco de desenvolver a condição. Veja a seguir quais as dicas que listamos:

 

  • Use o cinto de segurança enquanto dirige;
  • Use capacete ao andar de bicicleta ou praticar esportes radicais;
  • Use equipamento de proteção ao operar em máquinas;
  • Havendo mudanças na visão, você deve se consultar com o médico

 

 

É sempre bom a gente reforçar que estas medidas são para prevenir possíveis casos da condição, já que buscam proteger os nossos olhos contra lesões, um fator de risco alto e que pode desenvolver a anisocoria posteriormente. 

Sobre a eficácia dos tratamentos

O tratamento da condição dependerá da causa, mas geralmente a anisocoria não representa gravidade à nossa saúde ocular, nem risco de afetar a visão.

Mesmo assim, caso precise seguir um tratamento prescrito pelo médico, como aplicação de colírio ou uso de antibiótico, a eficácia é boa e trata a condição de forma ideal.

Com relação às causas mais graves, quando a condição pode ser gerada por problemas de saúde como surgimento de tumores no cérebro, cirurgias podem ser a melhor opção.

Além disso, para a eficácia completa dos casos de maior gravidade, o médico pode indicar sessões de quimioterapia ou radioterapia no tratamento de tumores.

Informações importantes sobre a condição

Vale a pena você saber dessas informações sobre a anisocoria se suspeitar que esteja com a condição:

  • Examine duas fotos suas do rosto, uma atual e outra antiga, e tente perceber se nota tamanhos diferentes entres as duas pupilas em ambas as fotos;
  • A anisocoria fisiológica é bastante comum, causando tamanhos diferentes de pupilas;
  • O tamanho da diferença entre as pupilas na anisocoria fisiológica pode chegar a menos de 1 mm
  • Distúrbios graves da condição são comuns em pacientes portadores da Síndrome de Horner ou paralisia cerebral no 3º par craniano. 

Fontes

American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus  

American Academy of Ophthalmology 

All About Vision 

Healthline

Medscape 

Manual MSD



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