Buftalmo é uma condição ocular presente desde o nascimento e que costuma gerar muitas dúvidas logo nos primeiros meses de vida da criança. Embora não seja comum, ela exige atenção imediata, porque pode comprometer o desenvolvimento da visão se não houver acompanhamento adequado.
Neste artigo, você vai entender o que é o buftalmo, qual é sua principal causa, de que forma essa condição pode ser adquirida, quais são os sintomas mais frequentes e como funciona o tratamento. Ao longo da leitura, também explicamos por que o diagnóstico precoce faz tanta diferença e como cuidar da saúde dos olhos desde a infância. Confira!
Buftalmo: o que é e características
Buftalmo ou buftalmia, é o termo médico usado para descrever o aumento anormal do globo ocular presente desde o nascimento ou que surge nos primeiros meses de vida.
A condição afeta, principalmente, bebês e crianças pequenas, porque as estruturas do olho ainda são mais flexíveis nessa fase. Esse aumento pode atingir apenas um olho, quando o buftalmo é unilateral, ou os dois olhos, nos casos bilaterais.
Na prática, o que acontece é um crescimento além do esperado do globo ocular, geralmente relacionado ao acúmulo de líquido dentro do olho, que eleva a pressão ocular.
O olho de quem possui buftalmo costuma apresentar tamanho visivelmente maior, com aspecto mais proeminente. Em alguns casos, a córnea também pode parecer mais esticada ou apresentar perda de transparência, o que já indica comprometimento da saúde ocular.
O buftalmo não é uma condição comum. Ele surge, na maioria das vezes, como um sinal de pressão intraocular elevada, sendo frequentemente associado ao glaucoma congênito. Por isso, embora seja raro, exige diagnóstico e tratamento precoces para reduzir o risco de danos permanentes à visão.
Principais sintomas da buftalmia
O sintoma mais visível da buftalmia é o aumento do tamanho dos olhos, perceptível ainda na fase de bebê. Em geral, esse sinal aparece nos primeiros meses de vida e pode afetar apenas um olho ou os dois, dependendo da gravidade da condição e da causa associada.
Além disso, outros sintomas podem se manifestar ao longo do tempo. É comum observar lacrimejamento excessivo e irritação frequente. Nesse contexto, a criança também pode apresentar dificuldade para manter os olhos abertos em ambientes claros, porque a sensibilidade à luz tende a ser maior. Em alguns casos, surgem piscadas constantes ou movimentos involuntários dos olhos.
Por fim, podem ocorrer alterações na córnea, que normalmente é transparente. Nessas situações, a buftalmia pode causar aspecto embaçado, afinamento e alongamento dessa estrutura. Como consequência, a passagem da luz fica prejudicada e a qualidade da visão pode ser afetada.
Causas do buftalmo
A principal causa do buftalmo é o glaucoma congênito primário, também conhecido como glaucoma infantil. Essa condição provoca aumento da pressão dentro do olho, porque o sistema de drenagem do líquido ocular não funciona adequadamente.
Como resultado, ocorre acúmulo de líquido, elevação da pressão intraocular e risco de dano ao nervo óptico, o que pode levar à perda de visão. O glaucoma congênito pode estar presente desde o nascimento ou surgir nos primeiros anos de vida. Ele acontece quando a malha trabecular, estrutura responsável pela drenagem do humor aquoso, apresenta alterações no desenvolvimento.
Em muitos casos, o glaucoma surge sem outras anomalias oculares ou sistêmicas. Em outros, ele aparece associado a alterações no olho ou em diferentes partes do corpo. Embora possa ter origem hereditária, a maioria das crianças nasce de pais sem histórico da doença.
Entre os sinais e sintomas mais comuns estão olhos aumentados, lacrimejamento frequente, sensibilidade à luz e opacidade da córnea. Por isso, o diagnóstico costuma ocorrer ainda nos primeiros meses de vida.
O tratamento do glaucoma congênito prioriza a cirurgia, porque ela oferece melhores chances de controle da pressão ocular. Diferentemente do que ocorre em adultos, em crianças o uso de colírios costuma ser apenas complementar ou temporário.
Quando necessário, medicamentos orais e colírios ajudam a reduzir a pressão até a realização do procedimento cirúrgico. Em alguns casos, técnicas como microcirurgia, implante de válvulas ou uso de laser também fazem parte do tratamento. Embora não haja cura definitiva, o controle precoce evita a perda total da visão.
Outras causas do buftalmo
- Aniridia: condição congênita rara caracterizada pela ausência parcial ou total da íris, o que pode comprometer o desenvolvimento da visão;
- Neurofibromatose tipo 1: alteração geralmente hereditária que provoca o crescimento de tumores ao longo dos nervos, podendo afetar as estruturas oculares;
- Síndrome de Sturge-Weber: condição congênita associada ao crescimento anormal de vasos sanguíneos, que pode atingir a pele, o cérebro e os olhos;
- Lesões ao nascimento: traumas ocorridos durante o parto podem interferir no desenvolvimento adequado do olho e favorecer o aumento do globo ocular.
Buftalmo: tratamentos disponíveis
O tratamento da buftalmia tem como principal objetivo controlar a pressão intraocular, porque é o aumento dessa pressão que provoca o crescimento anormal do globo ocular e coloca a visão em risco. Por isso, quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de preservar a saúde dos olhos.
Em muitos casos, os médicos utilizam medicamentos para reduzir a pressão ocular. Esses remédios costumam atuar diminuindo a produção do líquido intraocular e ajudam a estabilizar o quadro, principalmente como medida temporária.
Entre os medicamentos mais utilizados estão os betabloqueadores, como o timolol, os inibidores da anidrase carbônica, como a dorzolamida, e os agonistas alfa-2, indicados apenas para crianças maiores. Ainda assim, o uso dessas medicações exige acompanhamento rigoroso, porque pode causar efeitos colaterais.
No entanto, a cirurgia geralmente representa a principal forma de tratamento do buftalmo associado ao glaucoma congênito. O procedimento busca restabelecer a drenagem adequada do líquido ocular e impedir danos progressivos ao nervo óptico.
Entre as técnicas mais utilizadas estão a trabeculectomia, que cria uma nova via de escoamento do líquido, a goniotomia, que amplia o sistema de drenagem, a implantação de tubos de derivação para facilitar o escoamento e o uso de laser para melhorar a drenagem ocular. Embora o buftalmo não seja totalmente reversível, o tratamento adequado permite controlar a condição e reduzir o risco de perda visual.
Informação sobre saúde dos olhos para ver e ser visto da melhor forma
Falar sobre buftalmo também é falar sobre atenção e cuidado com a saúde dos olhos desde cedo. Por isso, manter consultas regulares com um oftalmologista faz toda a diferença, porque esse é o profissional capacitado para identificar, diagnosticar e acompanhar doenças oculares e alterações na visão em todas as fases da vida.
Além disso, observar os sinais que os olhos apresentam é essencial. Lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, alterações no tamanho dos olhos ou dificuldade visual não devem ser ignorados, porque os olhos costumam refletir muito sobre a nossa saúde de forma geral. Quanto mais cedo essas mudanças são avaliadas, maiores são as chances de um cuidado eficaz.
Nesse sentido, a Lenscope acredita que informação de qualidade é um dos primeiros passos para a prevenção. Por isso, seu propósito é tornar o conhecimento sobre saúde ocular acessível, ao mesmo tempo em que garante que quem precisa de lentes mais finas possa contar com produtos de alta qualidade e óculos bem feitos, por um preço mais justo.
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Fontes:
ClevelandClinic | WebMd | Verywell Health | Glaucoma Associates of Texas | Dr. Agarwals


