Buraco macular (buraco de máculo): entenda por que acontece e tratamentos

buraco macular

O buraco macular é uma fissura que se forma na mácula, região central localizada no fundo do olho. O principal sintoma, no início, é a visão turva ou embaçada.

Com o passar do tempo, no entanto, os sintomas progridem. Em estágios mais avançados, o buraco macular impede que as imagens sejam vistas de forma completa. Ou seja, elas começam a ter pontos escuros. 

A idade é o principal fator para o aparecimento. A doença é comum em pessoas com mais de 55 anos. Outro dado importante é que ele é mais recorrente em mulheres

O que é buraco macular?

A mácula, região afetada por essa patologia ocular, é bem pequena e se localiza na parte posterior da retina. Ela é repleta de células sensíveis à luz chamadas de cones. 

A mácula é responsável pela formação das imagens com nitidez. É graças a ela, por exemplo, que conseguimos ver as cores e os detalhes dos objetos. 

O buraco macular acontece quando há uma fenda na mácula. Os sintomas variam à medida que o problema avança. 

A princípio, a visão do paciente começa a ficar turva, depois, as imagens começam a apresentar pontos escuros, como se parte delas estivessem faltando.

Logo que ele acontece, grande parte das pessoas percebe uma queda abrupta na qualidade da visão. O que acusa algo de errado aconteceu nos olhos. 

Caso não seja tratado, há uma grande possibilidade de o buraco macular causar descolamento de retina e, consequentemente, perda permanente da visão.  

O que é buraco macular?

Existem três tipos de buracos maculares. A distinção pode ser feita com base na progressão do problema, caso o paciente não busque o tratamento. 

  • Estágio I – o primeiro estágio pode apresentar 50% de chances de evoluir, caso não haja tratamento. 
  • Estágio II – sem tratamento, a probabilidade de avançar é de 70%.
  • Estágio III – nesse último estágio, a maior parte da visão central e detalhada poderão ser perdidas.

Buraco Macular e Degeneração Macular: principais diferenças

Apesar de as duas patologias atingirem a mácula, elas possuem diferenças. O buraco macular apresenta um rasgo na mácula. Os sintomas surgem inesperadamente. Já a degeneração macular causa a perda gradual da visão. 

A idade avançada está relacionada com ambas. Mas, por mais que ainda não haja uma confirmação, a degeneração também está associada ao tabagismo e histórico familiar. 

Causas

Conforme envelhecemos, os riscos de o buraco macular se desenvolver são grandes. As pessoas com idade entre 55 e 70 anos fazem parte do grupo mais afetado. 

O buraco macular começa de uma maneira espontânea, sem que haja, necessariamente, um histórico que o estimule. Portanto, é possível afirmar que não existe uma forma comprovada de preveni-lo. 

Sabendo disso, é importante ressaltar que o fator idade, combinado com outras condições, pode propiciar ainda mais o aparecimento dessa fenda na mácula. Os fatores que mais contribuem são: 

  • Tração de vítreo

O vítreo é uma espécie de gel que ocupa o interior do olho. Com o passar dos anos, é normal que ele se retraia e se afaste da retina. Assim, quando isso acontece, um buraco macular pode ser formado. 

  • Lesões

Após traumas e lesões, há uma possibilidade de um rasgo na mácula ser formado. Inclusive, esse é um dos casos que pode causar o buraco macular em jovens. 

  • Miopia

Um grau de miopia considerado alto pode favorecer o início de um buraco macular. 

  • Franzido macular

Acontece quando uma camada de tecido cicatricial é formada na mácula. Isso pode fazê-la retrair, ocasionando o enrugamento da retina. 

Os dois olhos podem estar em risco?

As chances são pequenas, mas pode acontecer de ambos os olhos apresentarem buraco macular. 

Se o paciente apresentar o buraco macular em um dos olhos, estima-se que haja uma probabilidade entre 5% a 15% de o outro olho ter o mesmo problema.

Resumindo, 1 a cada 10 pacientes que têm a fissura em um olho, terá no outro também. 

Fatores de risco

Além da idade, temos outros fatores de risco. 

Confira quais são eles: 

  • Diabetes
  • Descolamento de retina
  • Doença de Best 
  • Oclusões venosas retinianas 
  • Uveíte (inflamação nos olhos)

Sintomas

O buraco macular não afeta a visão periférica (lateral) da visão. Então, apenas a visão central será prejudicada. 

Veja os principais sintomas:

  • Dificuldade para ler
  • Presença de pontos cinzas, escuros ou brancos na visão
  • Imagens distorcidas ou onduladas

Diagnóstico

O principal teste para investigar o buraco macular é a TCO – Tomografia de Coerência Óptica. 

Esse exame é utilizado no diagnóstico, acompanhamento e tratamento e não é invasivo. 

Ela consiste em uma técnica de imagens rápidas e de alta resolução, que permitem ao médico avaliar as condições da mácula, através de reflexos de luz que, por sua vez, orientam o profissional a diferençar uma fissura de outras situações. 

Tratamento

Em alguns casos, o buraco macular pode se fechar sozinho, sem a necessidade de um tratamento. No entanto, na maioria dos casos, a cirurgia acaba sendo necessária para devolver a visão plena ao paciente.

O procedimento para corrigir o buraco macular se chama vitrectomia. Dura cerca de uma hora e pode ser feito com anestesia local.

A vitrectomia consiste em remover o vítreo, para evitar que ele puxe a retina, e inserir uma bolha de gás para segurar as bordas do buraco macular, até que haja a cicatrização. 

De acordo com as caraterísticas do orifício macular, pode ser solicitado ao paciente ficar numa posição voltada para baixo, por até três semanas.

Isso faz parte do processo de recuperação e precisa ser respeitado, pois permitirá que a bolha pressione a mácula e se dissolva, sendo substituída gradualmente por fluidos oculares naturais, enquanto sela o buraco.  

Quais são os riscos da cirurgia?

Após realizar a cirurgia, o risco mais comum é o surgimento de catarata. Na maior parte dos pacientes, a catarata se desenvolve rápido, porém, há tratamento para removê-la. 

O descolamento de retina e infecções são menos comuns, aparecem em um número baixo de pacientes. Rapidamente elas podem ser tratadas. 

No entanto, o paciente pode ficar impedido de viajar de avião por longos meses. Com a mudança de pressão, a bolha de gás pode se expandir e causar danos. 

O que posso esperar após a operação?

O processo de recuperação pode ser bastante lento. Durante esse período, há dores leves, necessidade de medicação, entre outros. 

Confira os principais desconfortos:

  • Visão temporariamente ruim 

A bolha de gás não permitirá que a pessoa enxergue bem, a sensação é como olhar debaixo d’água. 

Distinguir distâncias e manter o equilíbrio podem ser tarefas bem difíceis. Por isso, ao caminhar, subir ou descer degraus e realizar atividades diárias, é preciso cuidado ou até mesmo o auxílio de alguém.

Ao passo que a bolha começa a ser dissolvida, essas dificuldades vão diminuindo. Geralmente isso acontece após 7 dias. O desaparecimento da bolha pode levar de 6 a 8 semanas. 

  • Dores leves e desconforto

É possível que o olho do paciente fique dolorido e sensível após a operação. 

Se a dor for muito forte ou a visão ficar pior após a cirurgia, é necessário procurar um oftalmologista ou se deslocar até um pronto-socorro, imediatamente. 

  • Curativo para proteção

O olho do paciente ficará acolchoado com uma proteção de plástico colada no rosto.  Mas a remoção pode ser feita no dia seguinte à operação. 

  • Retorno para casa

É possível que o paciente possa retornar para casa no mesmo dia. Porém, a maioria dos casos pede que a pessoa passe a noite no hospital. 

  • Medicamentos

Após a cirurgia, são prescritos antibióticos, esteroides e remédios que ajudem a controlar a pressão do olho. Eles podem ser reduzidos após a retorno médico, que geralmente é marcado duas semanas após a operação.

  • Cuidados em casa

Alguns cuidados simples devem ser tomados após o retorno para casa, como: evitar esfregar o olho e usar maquiagem – um tapa olho pode ajudar; não ir a piscinas ou mar, pois a água pode causar infecções. Além disso, também é indicado não fazer exercícios.

Você já tinha ouvido falar em buraco macular? Conte pra gente sua experiência aqui nos comentários. Assim, podemos ajudar outras pessoas que estejam passando por esse problema. 

Fontes

American Academy of Ophthalmology 

National Eye Institute

American Society of Retina Specialists

NHS  

Eye Institute

Lenscope

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