catarata congênita

Catarata congênita em bebês: o que é e como tratar

A catarata congênita é a opacidade do cristalino que ocorre durante o nascimento do bebê. A criança pode adquirir durante a gestação da mãe caso ela tenha contraio doenças infecciosas como rubéola, sífilis e toxoplasmose.

A forma de tratamento varia de acordo com a gravidade da doença, mas, na maioria dos casos, realiza-se uma cirurgia para substituição do cristalino. 

Esse procedimento deve ser feito durante as 6 primeiras semanas de vida ou até no máximo os 3 meses do bebê. Quem irá determinar o melhor momento para cirurgia é o médico pediatra e oftalmologista.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 60% das cataratas em crianças não tem causa definida. No entanto, algumas infecções ocorridas nos primeiros meses de gestação podem levar à catarata, como toxoplasmose, rubéola, sífilis, herpes zoster, sarampo, dentre outras.

catarata congênita
Exemplo da formação da catarata congênita ainda na infância

Como acontece a catarata congênita nos bebês

Além de doenças infecciosas na gestação, a catarata congênita também pode ser provocada por fatores genéticos e problemas metabólicos. 

Da mesma forma, ela também pode afetar somente um olho ou ambos, formando uma película esbranquiçada dentro do olho afetado.

Existem 3 tipos de catarata congênita que variam de acordo com a causa da doença. São eles:

  • Catarata polar anterior localiza-se na parte frontal do cristalino. Geralmente é provocado por herança genética. Na maioria dos casos são pequenas e não exigem intervenção cirúrgica.

 

  • Catarata polar posterior opacificação bem definida na parte posterior do cristalino.

 

  • Catarata nuclear ocorre no centro do cristalino, é a forma mais comum de catarata congênita.

 

  • Catarata cerúlea geralmente ocorre nos dois olhos da criança. Aparecem como pequenos pontos azulados no cristalino. Também de origem possivelmente genética, esse tipo de catarata não causa problemas de visão. 

 

 

Apesar de ser mais comum em recém-nascidos, bebês mais velhos e crianças também podem ser diagnosticados com catarata, chamada nesses casos de catarata pediátrica.

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Sintomas de catarata congênita

Geralmente a catarata congênita não apresenta sintomas, mas os principais sinais para se atentar no bebê são:

  • Película esbranquiçada dentro do olho;
  • Visão opaca;
  • Estrabismo;
  • Ausência de fixação de objetos;

Como o bebê não consegue expressar seus incômodos visuais, em muitos casos a catarata congênita passa despercebida. Por isso, é importante consultar um oftalmologista para realizar o exame de reflexo vermelho, também conhecido como Teste do Olhinho.

O teste do olhinho é um exame simples, no qual o médico projeta uma luz no olho do bebê e analisa se existem alterações no cristalino. Todos os recém-nascidos devem fazer o teste do olhinho antes de sair da maternidade. 

Em alguns casos, também é necessário refazer o teste por volta dos 3 ou 4 anos e depois aos 6 ou 7.

Tratamento para catarata congênita

A forma de tratamento para catarata congênita depende da gravidade da doença. No entanto, na maior parte dos casos, é feita uma cirurgia para substituir o cristalino do olho por uma lente artificial.

Se seu filho foi diagnosticado com catarata congênita, converse com o oftalmologista sobre a necessidade da cirurgia.

A cirurgia de catarata congênita consiste na substituição do cristalino comprometido por lentes intraoculares (LIO). O procedimento é feito sob anestesia local, primeiro em um olho e, após 1 mês, no outro.

Durante o pós-operatório, é necessário aplicar alguns colírios indicados pelo oftalmologista para aliviar o desconforto do bebê e evitar possíveis infecções.

Em alguns casos, após a cirurgia também é prescrito o uso de lentes de contato ou óculos para restaurar a visão do bebê. Normalmente a aplicação da lente pode ser feita enquanto ele dorme.

No entanto, não são todos os casos de catarata congênita que precisam recorrer à cirurgia. Bebês com catarata congênita parcial podem ser tratados somente com uso de remédios ou colírios.

A cirurgia é o tratamento definitivo e eficaz para catarata congênita pois impede o desenvolvimento do “olho preguiçoso” ou ambliopia. Ela também evita outros problemas oculares, como nistagmo e estrabismo.

Por esse motivo, é de extrema importância ter acompanhamento médico e realizar exames de rotina.

O ideal é que o bebê faça o primeiro exame de vista aos 6 meses de idade, outro aos 3 anos e mais um quando entrar na escola. Fazendo o diagnóstico precoce, é possível reverter a catarata congênita e garantir o desenvolvimento normal da visão da criança.

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Catarata congênita em bebês: o que é e como tratar
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