catarata

Catarata: sintomas, preço da cirurgia, tratamentos, causas

Este post foi atualizado em 26 março, 2021

A catarata é uma doença que afeta as lentes naturais dos olhos, tornando-as opacas. Esse problema faz com que o paciente tenha a sua capacidade de enxergar comprometida. Ou seja, a visão passa a ficar turva, como se olhássemos através de um vidro embaçado.

A catarata é a principal causa de cegueira no mundo que pode ser evitada. Dessa forma, catarata tem tratamento. 

catarata
Olho com catarata

O que é catarata

Nos nossos olhos, há uma lente natural, de cor clara, que é responsável pela refração. Em outras palavras, essa lente devia os raios de luz, que entram em nossos olhos, para que possamos enxergar.

Assim, é possível que as imagens nítidas e claras sejam formadas na retina – membrana fina e flexível que reveste o globo ocular.

A catarata, então, se forma no cristalino. Ele está localizado atrás da íris – parte colorida dos nossos olhos. 

Quando o paciente possui catarata, a lente dos seus olhos perde a cor natural, ficando turva. Dessa forma, a visão com catarata se assemelha a ver através do box do banheiro, após um banho quente; ou olhar pelo para-brisa empoeirado de um carro. 

Tipos de catarata

Apesar de os sintomas serem bastante parecidos, há vários tipos de catarata. A classificação depende de alguns aspectos, como o local e a maneira que a doença se desenvolveu.

Os tipos de catarata são:

  • Catarata nuclear
  • Catarata cortical
  • Catarata subcapsular posterior
  • Catarata congênita
  • Catarata traumática
  • Catarata por radiação

Catarata nuclear

 Aparece no meio do cristalino. Pode causar, no início, um alto grau de miopia ou até mesmo uma melhora, passageira, na visão de leitura. No entanto, com o passar do tempo, o centro, ou o núcleo do cristalino, começa a ficar gradualmente amarelado ou marrom, e a visão fica ainda mais turva. 

Catarata cortical

Afeta as bordas externas do núcleo. A princípio, esse tipo de catarata desenvolve opacidades parecidas com estrias esbranquiçadas no formato de cunha. No decorrer do seu avanço, as estrias crescem em direção ao centro. Com isso, começam a dificultar a entrada de luz pelo núcleo do olho. 

Catarata subcapsular posterior

Habitualmente, ela se desenvolve com maior velocidade, se comparada às cataratas cortical e nuclear, e afeta a parte de trás do cristalino, onde os raios de luz passam. A catarata subcapsular posterior diminui a visão quando o paciente é exposto a luzes fortes, interfere na visão para leitura e pode causar brilhos quando há luzes à noite. 

Catarata congênita

Congênito é um termo utilizado para tratar de alguma característica que temos desde, ou antes do nascimento.

Dessa forma, os bebês já nascem com a condição, diferentemente dos outros tipos que estão ligados à idade. Ela pode, ou não, afetar a capacidade de visão da criança.

olho com catarata
Olho com catarata congênita

Se os sintomas se revelarem, a catarata pode ser removida logo após o diagnóstico – os primeiros sinais são percebidos ainda na infância.

Fatores genéticos – como a distrofia miotônica, ou galactosemia –, traumas e até infecções ao longo da gestação, como rubéola, podem influenciar no surgimento do problema.

Catarata traumática

Pode surgir após alguma lesão ocular. Porém, é possível que o seu desenvolvimento comece depois de vários anos.

Catarata por radiação

Pode afetar pacientes que estejam submetidos a tratamento por radiação contra o câncer. 

Sinais e sintomas

As imagens embaçadas, por exemplo, começam em pequenas partes do cristalino – os sintomas podem não ser tão perceptíveis no começo. À medida que a enfermidade avança, o cristalino começa a apresentar maiores danos, o que permite ao paciente perceber que há algo de errado com a sua visão. 

O paciente com catarata apresenta:

  • Visão turva, embaçada ou nublada
  • Carência de luz forte para realizar leituras
  • Dificuldades para enxergar durante atividades do dia a dia
  • Visão de imagens duplicadas em um dos olhos
  • Sensibilidade a luzes e brilhos
  • Redução na capacidade de enxergar à noite
  • Visão com auréolas ao redor das luzes
  • Resultados não satisfatórios com óculos e lentes de contato, que passam a ser prescritos com uma maior frequência
  • Visão de imagens desbotadas ou amareladas.

Causas

Com o passar dos anos, as lentes naturais dos olhos tendem a se tornar menos flexíveis, ficar mais espessas e perder sua cor transparente.

O envelhecimento pode causar alterações no tecido que compõe o cristalino do olho. Logo, a idade é uma das principais causas.

Algumas doenças hereditárias são capazes de gerar problemas na visão, condição que aumenta as chances do surgimento da catarata.

A patologia também pode ser causada por outros problemas oculares prévios, cirurgias oculares já realizadas ou outras condições médicas, como diabetes e uso prolongado de esteróides.

Fatores de risco

Hábitos não saudáveis também corroboram para o surgimento da catarata. Dentre os fatores de risco para a manifestação da doença estão:

  • Obesidade
  • Fumo
  • Pressão alta
  • Exposição intensa à luz do sol
  • Lesão ou inflamação nos olhos
  • Uso prolongado de corticoides
  • Consumo excessivo de álcool
  • Diabetes

Quando ir ao médico?

A recomendação é que você procure um oftalmologista caso apresente alguns sintomas, como:

Pessoas que utilizam óculos precisam ficar atentas a possíveis sinais de catarata, que podem causar confusão na detecção.

Por exemplo, se você usa óculos e sente que as lentes estão sujas constantemente, mas não há melhora após limpá-las, é um indício de que você deve se consultar com o médico especialista. 

Nos estágios iniciais, a catarata é indolor, não causa irritação ou deixa os olhos vermelhos. A dor, geralmente, surge em casos avançados da doença ou se o paciente tiver outra patologia nos olhos. 

Diagnóstico

A confirmação de catarata é possível com a realização de alguns exames. É comum que os procedimentos começam com a dilatação das pupilas.

Com isso, se faz necessária ainda mais a presença de algum acompanhante, já que os colírios responsáveis por essa dilatação reduzem em até seis horas a capacidade de enxergar bem. Os exames que podem ser realizados são:

  • Exame de lâmpada de fenda: a córnea, íris, cristalino e outras áreas da parte frontal do olho serão analisadas, através de um microscópio com lâmpada de fenda especial.
  • Exame de retina: a lâmpada de fenda, um oftalmoscópio, ou ambos são utilizados. Com esse procedimento, o médico procura sinais de catarata, que também pode descobrir glaucoma
  • Teste de refração e acuidade visual: verifica a nitidez e a clareza da visão. Ambos os olhos são analisados individualmente, para testar a capacidade de enxergar letras em tamanhos diversos.

Durante a consulta médica

Após sentir alguns sintomas relacionados à catarata, não hesite, marque uma consulta. Para a conversa com o oftalmologista ser mais assertiva, você pode:

  • Anotar todos os sintomas apresentados, mesmo aqueles que porventura não estejam vinculados à catarata. 
  • Fazer uma lista com todos os medicamentos que você esteja tomando, incluindo vitaminas e suplementos.
  • Se possível, ir acompanhado ao consultório. Além de ser uma atitude que gera mais conforto e segurança, às vezes, a quantidade de informações pode ser grande. Desse modo, um amigo ou familiar pode ajudá-lo a lembrar de todos os detalhes da consulta. 
  • Levar uma “colinha” com todas as dúvidas. É importante sanar todos os questionamentos. 

Caso o diagnóstico de catarata seja positivo, o paciente é encaminhado a um médico oftalmologista para a realização da cirurgia

Tratamento

O melhor jeito de cuidar da catarata será definido entre paciente e oftalmologista. 

Medicamentos

Se a sua qualidade não for afetada, o procedimento cirúrgico pode ser postergado sem maiores problemas. Nesse caso, óculos mais fortes, lentes de aumento e óculos de sol com tratamento antirreflexo são solicitados. 

Procedimento cirúrgico

Caso o paciente enfrente adversidades em realizar tarefas básicas e corriqueiras, a cirurgia será a indicação mais eficiente. Ela consiste em remover a lente natural que está turva e colocar uma lente transparente artificial. 

Exames pré-operatórios

Antes da realização do procedimento, é pedido que o paciente realize uma avaliação com o especialista.

Durante a consulta, serão feitas algumas medições nos olhos e na visão. A partir disso, serão identificados: o tempo de recuperação, a preferência de lentes, necessidade de óculos posteriormente e os riscos e benefícios da cirurgia. 

Algumas pessoas apresentam a monovisão, que é quando um olho é capaz de enxergar objetos distantes, enquanto o outro é mais utilizado para leitura. Na avaliação, é possível solicitar que essa característica seja mantida. 

Preço da cirurgia

A cirurgia de catarata custa em torno de R$ 5.000,00 por olho. Caso a opção seja a realização pela rede pública, há cobertura no SUS.

O que fazer antes da cirurgia

Antes de realizá-la é recomendado adotar uma alimentação leve – isso também é indicado pós-cirurgia. É proibido fumar e consumir álcool antes, durante e até a cicatrização.

Cuidados após a cirurgia

  • Continuar com medicações prévias, mas é preciso informar o nome dos remédios ao médico responsável pelo procedimento
  • Evitar e cuidar de gripes e resfriados para evitar tosses durante e após a cirurgia
  • Repousar no primeiro dia
  • Sentar apenas para comer e ir ao banheiro
  • Usar protetor nos olhos para dormir
  • Utilizar colírios e medicamentos indicados
  • Tomar cuidados com crianças, animais e escadas
  • Não fazer, em qualquer hipótese, esforço físico

O que não fazer após da cirurgia

  • Descuidar da higiene
  • Consumir alimentos “pesados” ou fumar nos sete primeiros dias de recuperação
  • Usar piscinas ou ir ao mar
  • Dirigir nos primeiros quinze dias após a cirurgia
  • Praticar esportes
  • Deixar de ir aos retornos médicos
  • Usar maquiagem ao redor dos olhos
  • Tingir os cabelos

Convivendo com catarata

Nos estágios iniciais, a remoção da catarata pode ser evitada. Caso a pessoa não tenha a sua visão seriamente prejudica, é provável que a cirurgia seja adiada, até sua inevitável realização.

Cabe ao paciente também refletir, com o seu médico de confiança, sobre o momento certo de se submeter ao procedimento. Até lá, para que o bem-estar do paciente seja mantido, é solicitado:

  • Óculos de grau ou lentes, prescritos de maneira precisa
  • O uso de lupa nos momentos de leitura
  • A melhoria da iluminação residencial com mais lâmpadas, ou lâmpadas mais intensas
  • A utilização de óculos de sol e chapéus de aba larga
  • Limitar atividades à noite

Complicações

A opção de resolver a catarata deve ser tomada em consonância com o especialista. Através dos exames, ele verá as condições do olho do paciente e informará as opções.

Todavia, é preciso fazer um alerta, a catarata causa cegueira. Por isso, mantenha suas consultas em dia e converse sempre com seu médico, ele vai te orientar sobre o que é melhor para você.

Prevenção

Apesar de nenhum estudo mostrar se há chances de prevenir ou frear o avanço da catarata, sempre é recomendado ter hábitos saudáveis.

Os médicos acreditam que ingerir alimentos saudáveis e ir regularmente ao oftalmologista são ações bem-vindas. Por isso:

  • Visite seu médico e faça exames oftalmológicos com frequência: assim, é possível identificar a catarata e outros problemas oculares na fase inicial. A periodicidade deve ser recomendada pelo seu médico. 
  • Trate outras condições que afetem sua saúde: diabetes, por exemplo, é um fator de risco para o surgimento de algumas doenças oculares. Por isso, mantenha o tratamento em dia para evitar maiores chances de desenvolver catarata. 
  • Mantenha uma dieta saudável: consumir frutas e vegetais variados é uma excelente maneira de garantir vitaminas e antioxidantes, que contribuem para a saúde dos olhos. 
  • Use óculos escuros: a luz ultravioleta do sol pode promover o aparecimento de catarata. Então, utilize óculos de sol para se proteger. Mas cuidado, não basta apenas usá-los, eles precisam de certificação que comprove a eficiência em bloquear os raios UVB.

Lembre-se de que parar de fumar e reduzir a ingestão de álcool também são recomendados.

Fontes

American Academy of Ophthalmology

Healthline

Mayo Clinic

NHS 



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