Leucocoria: o que é, principais causas, sintomas e como tratar

Leucocoria: o que é, principais causas, sintomas e como tratar
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A leucocoria é uma condição que se caracteriza pelo reflexo pupilar esbranquiçado, indicando algum problema ocular. Nesta leitura, explicaremos como identificar essa condição, suas principais causas e os sintomas associados. Além disso,  mostraremos como os médicos diagnosticam e tratam esse problema nos olhos. 

Leucocoria: entenda mais sobre essa condição

A leucocoria, termo de origem grega que significa “pupila branca”, é uma condição onde a luz reflete na parte de trás do olho, fazendo com que a pupila apresente um reflexo branco. Ao contrário do efeito de olhos vermelhos comum em fotos com flash, na leucocoria a pupila parece branca. Desse modo, essa condição pode ser observada olhando diretamente para uma fonte de luz brilhante, como um flash de câmera.

Sobretudo, indivíduos com doenças oculares ou danos na parte de trás do olho são mais propensos a desenvolver leucocoria. Assim, é um sinal comum em pessoas que têm condições como retinoblastoma (um tipo de câncer ocular), catarata congênita, infecções ou inflamações nos olhos. Além disso, crianças pequenas são mais suscetíveis a essa condição, já que é mais comum em idade precoce e pode ser diagnosticada nos primeiros anos de vida.

Principais causas da leucocoria

Anteriormente, já mencionamos algumas doenças que causam a leucocoria. No entanto, há outras condições médicas que podem ser responsáveis pela leucocoria. Assim, as principais causas dessa condição são:

  • Retinoblastoma; 
  • Catarata;
  • Doença de Coats;
  • Descolamento de retina;
  • Toxocaríase ocular;
  • Retinopatia da prematuridade;
  • Inflamações oculares, como uveíte;
  • Defeitos congênitos na estrutura ocular;
  • Glaucoma congênito;
  • Traumas oculares.

Sintomas mais comuns

Nos adultos, os sintomas de leucocoria variam de acordo com a causa subjacente. Por exemplo, em casos de catarata, além da pupila branca, é comum que sintam visão embaçada e experimentem ofuscamento. Já no descolamento de retina, os pacientes podem relatar flashes, moscas volantes e a sensação de um “véu” sobre a visão.

Já em crianças, os sintomas são mais sutis e difíceis de detectar, o que reforça a importância da triagem precoce. Além disso, quando não tratada, a leucocoria em crianças pode resultar em desalinhamento dos olhos (estrabismo), onde o olho afetado pode não se alinhar com o olho saudável. 

Por isso, a criança pode inclinar a cabeça para usar o olho saudável para enxergar. Desse modo, quando a leucocoria não for identificada precocemente, o atraso no tratamento pode levar a complicações visuais irreversíveis.

Diagnosticando a leucocoria

O profissional que determina o diagnóstico de leucocoria é o oftalmologista, especialista em cuidados oculares. Durante a consulta, o médico fará perguntas detalhadas sobre o histórico familiar, histórico médico e sintomas do paciente. Além disso, o profissional realizará testes de visão e examinará minuciosamente os olhos para avaliar a condição. Assim, dependendo dos resultados do exame oftalmológico, o médico pode solicitar diversos exames para determinar a causa subjacente da leucocoria:

  • Ultrassom ocular: utiliza ondas de alta frequência para criar imagens detalhadas do olho, auxiliando na identificação de diferentes condições oculares;
  • Angiografia fluoresceínica: usa um corante fluorescente e uma câmera especial para registrar o fluxo sanguíneo para a retina, frequentemente utilizado em crianças com leucocoria;
  • Tomografia de coerência óptica: exame não invasivo que utiliza luz refletida para criar imagens detalhadas da parte posterior do olho, detectando inchaço e líquido nos olhos;
  • Ressonância magnética: pode ser usada para avaliar a glândula pineal e o nervo óptico em alguns pacientes com leucocoria;
  • Hemograma: exames de sangue podem ser solicitados para diagnosticar possíveis infecções associadas;
  • Teste genético: em alguns casos, o teste genético pode ser útil para confirmar diagnósticos específicos e oferecer aconselhamento genético para pacientes com risco de transmitir certos genes relacionados a determinados tipos de câncer.

Além desses exames, o teste do reflexo vermelho, conhecido como “teste do olhinho”, é essencial para diagnosticar a leucocoria em bebês. Este teste simples e não invasivo usa uma luz para examinar os olhos do bebê é fundamental para identificar precocemente qualquer reflexo branco anormal na pupila. Aqui, é muito importante destacar que o diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento adequado e reduzir possíveis complicações visuais.

Leucocoria: como tratar?

O tratamento da leucocoria está diretamente relacionado à causa subjacente. Assim, uma vez diagnosticada a condição que está provocando a leucocoria, o foco do tratamento é direcionado para lidar com essa condição específica. 

Essencialmente, quase todas as condições associadas à leucocoria podem representar ameaças à visão e, em alguns casos, até mesmo à vida. Por essa razão, é fundamental a avaliação e o encaminhamento para tratamento imediato da leucocoria, especialmente em crianças, exigindo uma consulta oftalmológica ao primeiro sinal de suspeita.

Eventualmente, o tratamento da leucocoria passa por intervenções cirúrgicas. Em adultos, por exemplo, a cirurgia de catarata é frequentemente recomendada quando esta é a causa identificada da leucocoria. Já em crianças, a abordagem pode ser mais invasiva, como a cirurgia tumoral e a quimioterapia, especialmente quando o diagnóstico é retinoblastoma.

Mais uma vez, é crucial ressaltar que a leucocoria deve ser tratada prontamente, pois muitas das condições subjacentes têm potencial para causar danos irreversíveis à visão ou, em casos mais graves, à vida do paciente. A detecção precoce e o tratamento imediato são fundamentais para minimizar os riscos e garantir o melhor prognóstico possível.

Mantenha-se atualizado sobre saúde ocular

A leucocoria, um sinal visual onde a pupila parece branca em vez de preta, é apenas um exemplo do que nossos olhos podem revelar sobre nossa saúde ocular. Por isso, é vital estar atento a sinais incomuns, pois podem indicar condições oftalmológicas subjacentes que requerem atenção médica imediata. Afinal, nossos olhos são janelas para a nossa saúde. 

Nesse sentido, consultar regularmente um oftalmologista é essencial para garantir a saúde ocular ao longo da vida. Desse modo, essa rotina não apenas ajuda a prevenir doenças oculares, mas também permite o tratamento precoce de problemas de visão, como a leucocoria, que, se não tratada, pode afetar irreversivelmente a visão.

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Fontes:
Web Med | Very Well Health | Cornea Care

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Tais Oliveira

Editora-chefe do blog da Lenscope, Tais é graduanda em Letras - Redação e Revisão de Textos pela UFPel e apaixonada por traduzir informações complexas de saúde visual em conteúdo claro e acessível para todos.
Sua missão é empoderar pessoas com alto grau de miopia, astigmatismo e hipermetropia, garantindo que elas tenham acesso à informação de qualidade para cuidar melhor dos seus olhos e escolher as lentes certas.

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