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Mácula: função, doenças relacionadas, sintomas e tratamentos

Este post foi atualizado em 5 maio, 2021

A mácula faz parte da retina e é localizada na parte posterior do olho. Sua função é primordial, já que nos ajuda a enxergar com clareza e nitidez as imagens e os detalhes, além das cores. E isso é graças a sua composição que é, em sua maioria, por células fotorreceptoras.

Apesar de ser bem pequena, tendo apenas 5mm de diâmetro, algumas doenças podem afetar a mácula, tais como: edema macular, degeneração macular ou ainda buraco macular.

Função da mácula

A principal função da mácula é garantir uma visão nítida e clara dos objetos em nosso campo de visão.

Além disso, é responsável por toda a nossa visão central e por parte da nossa visão colorida (a percepção das cores).

Inclusive, todos os detalhes que enxergamos dos objetos ao nosso redor são graças a ela! 

Anatomia da mácula

A mácula é uma região do olho muito pequena, mas fundamental para a gente enxergar os detalhes das imagens formadas em nosso campo de visão.

Ela é uma área pigmentada, oval, composta por células fotorreceptoras e está próxima ao centro da retina do nosso olho.

A mácula, apesar de minúscula, é dividida em algumas áreas:

 

  • Umbo;
  • Fóveola;
  • Zona Foveal Avascular;
  • Fóvea;
  • Parafóvea;
  • Perifóvea

 

 

 Inclusive, cada uma dessas áreas estão aninhadas, uma dentro da outra e com funções específicas. 

A parte da Fóveola, por exemplo, é um anel central que envolve o Umbo e que contém células fotorreceptoras.

Já a Zona Foveal Avascular está bem no centro da mácula e contém vasos sanguíneos retinais.

Por último, a Fóvea é a parte que engloba a Parafóvea e a Perifóvea.

Sintomas que indicam problema na mácula

Se a sua mácula estiver afetada por alguma doença, você poderá notar os seguintes sintomas:

 

  • Visão central diminuída;
  • Distorção do tamanho da imagem (objetos podem parecer maiores ou menores do que, de fato, são);
  • Distorção da própria imagem (podem aparecer de forma diferente como são de fato)

 

 

Assim, é preciso atenção diante de qualquer um destes sinais. 

Busque ajuda médica imediatamente para realizar os exames necessários e descobrir qual doença pode estar afetando a saúde dos seus olhos.

E por falar em doenças da mácula, a seguir vamos te contar em detalhes sobre algumas delas. Confira:

Doenças da mácula

Existem doenças que afetam diretamente a nossa mácula e que comprometem a nossa visão. Listamos a seguir as principais para você conhecer:

  • Edema Macular;
  • Degeneração Macular;
  • Buraco Macular;
  • Enrugamento macular
  • Telangiectasia macular
  • Descolamento da retina
  • Retinite pigmentosa
  • Retinoblastoma
  • Retinopatia da prematuridade
  • Doença de Stargardt
  • Síndrome de Usher
  • Oclusão da veia retiniana do ramo
  • Oclusão da veia central da retina
  • Retinopatia serosa central
  • Membranas neovasculares coroidais
  • Retinite por citomegalovírus
  • Retinopatia diabética
  • Histoplasmose

Degeneração macular

A degeneração macular está relacionada à idade e é conhecida também por DMRI. A condição afeta, principalmente, pessoas acima de 65 anos e requer tratamento adequado.

A DMRI afeta a mácula e compromete a parte central da retina, responsável pela nitidez das imagens. 

Não existe cura para a condição. No entanto, existem tratamentos que ajudam a impedir o avanço da doença para estágios avançados.

Além disso, existem dois tipos de degeneração macular: a seca e a úmida.

A seca é a mais comum, afetando 90% das pessoas com DMRI. Ela pode, quando não tratada, evoluir para estágios avançados. 

Na fase inicial, é comum leve perda visual e formação de drusas (depósitos amarelos na retina). Em seguida, na fase intermediária, é comum maior perda de visão, maior aparecimento de drusas e pigmentos também.

Já no estágio final, há formação de cicatrizes e atrofia do tecido macular. 

Agora, com relação a DMRI do tipo úmida, mais rara, a perda da capacidade de enxergar pode acontecer rapidamente e é preciso tratamento adequado, juntamente com o seu oftalmologista. 

Edema Macular

O edema macular acontece quando há acúmulo de fluido na mácula do nosso olho, assim, ela incha e engrossa e a nossa visão fica turva. 

Geralmente, edema macular é uma consequência da retinopatia diabética, uma complicação da diabetes

Por isso, é preciso cuidar muito bem do quadro de saúde do paciente diabético, controlando os níveis de açúcar no sangue e, assim, evitando complicações.

Além disso, o edema macular pode também ser causado por uma inflamação que afeta os vasos sanguíneos da retina ou após alguma cirurgia ocular que afeta a região.

Buraco Macular

Essa doença afeta diretamente as células nervosas da mácula, resultando na separação delas e afastamento da superfície posterior do olho.

Com isso, forma-se um buraco e a visão central é diretamente afetada, ou seja, perde-se a nitidez das imagens, enxergando de forma distorcida, ondulada e até embaçada.

Essa doença afeta, principalmente, a visão central conforme vai evoluindo. No entanto, a visão periférica não é afetada.

Para tratar deste problema é preciso realizar cirurgia, chamada vitrectomia, que ajuda a estabelecer melhorias na qualidade da visão.

Basicamente, o procedimento busca remover o gel vítreo que está puxando a retina e, no lugar, é colocado uma bolha de gás e água que ajuda na cicatrização da mácula, especialmente, no orifício criado devido a doença.

O resultado do procedimento varia bastante de paciente para paciente, mas aconselhamos você a conversar com o seu médico de confiança para avaliar a sua condição.

Remédios que podem afetar a mácula

Alguns remédios podem afetar a mácula dos nossos olhos. Entre eles, destacamos a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Ambos os medicamentos podem deixar resíduos na nossa córnea a longo prazo.

Inclusive, os efeitos são percebidos rapidamente e podem resultar em baixa acuidade visual, especialmente à noite.

Além destes medicamentos, outros também podem causar algum tipo de problema. São eles: 

 

  • Vigabatrina – cerca de um terço dos casos poderá sofrer com alteração na mácula, a longo prazo, a partir do uso do medicamento. É importante realizar testes de visão para verificar a saúde da mácula em caso de uso de tal medicamento
  • Antimicrobianosesse remédio pode ser usado para tratar quadros de HIV e pode afetar muito a mácula, sendo necessário cuidado redobrado, especialmente nas crianças, já que pode causar extensa maculopatia. 
  • Deferrioxaminapode causar baixa acuidade visual, especialmente à noite, e ocorre em qualquer nível de dosagem do medicamento, inclusive, em doses únicas. 
  • Fenotiazinasesse remédio é comum no tratamento da esquizofrenia e, por isso, pode causar problemas na mácula em pessoas que tratam da condição com o medicamento. É preciso sempre se consultar com o médico para avaliar a saúde dos olhos e evitar problemas à mácula. 
  • Maculopatia cristalina tóxica – Pode resultar em problemas quando consumido em doses altas, o que causa leve perda de acuidade visual. 

 

 

Além dos medicamentos citados acima, o uso de drogas, como a cocaína, pode também causar problemas oculares sérios na mácula do olho, prejudicando a percepção de cores. 

Apesar de ser raro, existem casos confirmados. 

Exames da mácula

Existem exames específicos para avaliar a saúde da mácula do nosso olho. Listamos os principais para você conhecer:

  • Oftalmoscopia: esse exame vai avaliar a saúde da mácula e, basicamente, é preciso olhar diretamente para um ponto de luz que o médico vai indicar, deixando a mácula visível na parte frontal do olho para a avaliação. 
  • Biomicroscopia com lâmpada de fenda: este exame avalia a mácula e o epitélio pigmentar da retina do olho.
  • Angiografia de fluoresceína: Neste exame, será injetado na veia de circulação retinal e coroidal um corante de fluoresceína. Após essa etapa, uma série de fotografias são tiradas do olho que estarão com as pupilas dilatadas. Isso irá ajudar na identificação de vasos sanguíneos anormais, vazamento de sangue no olho ou bloqueio de algum vaso.
  • Angiografia com indocianina verde: Segue o mesmo processo da angiografia de fluoresceína, no entanto, usa-se um corante verde.
  • Tomografia de coerência óptica (OCT): Este exame consiste em gerar uma imagem 3D da mácula e do disco óptico e auxilia na identificação de doenças da mácula. É um exame rápido e indolor e está, atualmente, disponível em muitos centros oftalmológicos.

Fontes

American Academy of Ophthalmology 

Patient 

Verywellhealth

VitEyes

BrightFocus Foundation 

MedicineNet

National Eye Institute



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