oftalmopatia de graves

Oftalmopatia de graves: entenda a condição e sua relação com a tireoide

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A oftalmopatia de Graves é um problema que se desenvolve em pessoas com tireoide hiperativa causada pela doença de Graves e que causa sintomas oculares em até metade dos pacientes.

Por ser uma doença orbitária que acomete de 25 a 50% das pessoas portadoras da doença de Graves, desenvolvemos este artigo mostrando as causas mais comuns desta condição, seus sintomas e diagnósticos.  

O que é oftalmopatia de Graves?

A oftalmopatia de Graves, também conhecida como doença ocular da tireoide, é uma doença inflamatória autoimune da órbita e dos tecidos periorbitários, caracterizada por retração da pálpebra superior, inchaço, vermelhidão (eritema), conjuntivite e olhos salientes (exoftalmia). 

Apesar de ser mais comum em pessoas com doença de Graves, os sintomas oculares costumam ser leves e facilmente tratados. Nestes casos, os problemas oculares resultam do inchaço dos tecidos, dos músculos e da gordura na cavidade ocular.

Mas, afinal, o que causa a oftalmologia de Graves? Continue lendo e descubra!

Quais são as causas da oftalmopatia de Graves?

A oftalmopatia de Graves é uma doença autoimune causada por uma falha no sistema imunológico que leva à inflamação da tireoide. A inflamação é gerada pelos próprios anticorpos do sistema, proteínas de defesa que existem para proteger o corpo de infecções e agentes agressores. Assim, a tireóide passa a produzir quantidades maiores do que o normal de hormônio. 

De forma geral, as causas ainda não estão totalmente esclarecidas. Contudo, há suspeitas de que os mesmos anticorpos que inflamam a tireoide se acumulam na gordura que existe normalmente atrás do globo ocular, provocando uma reação inflamatória e deslocando o globo ocular para a frente.

Por isso, veja adiante quais são os sintomas dessa condição!

Quais são os sintomas da oftalmopatia de Graves?

Os sinais e sintomas mais comuns da doença de Graves incluem, por exemplo:

  • Ansiedade e irritabilidade;
  • Um leve tremor nas mãos ou dedos;
  • Sensibilidade ao calor e aumento da transpiração ou pele quente e úmida;
  • Perda de peso, apesar dos hábitos alimentares normais;
  • Aumento da glândula tireóide (bócio);
  • Mudança nos ciclos menstruais;
  • Disfunção erétil ou libido reduzida;
  • Evacuações intestinais frequentes;
  • Olhos esbugalhados (oftalmopatia de Graves);
  • Fadiga;
  • Pele espessa e vermelha, geralmente nas canelas ou na parte superior dos pés (dermopatia de Graves);
  • Batimento cardíaco rápido ou irregular (palpitações);
  • Distúrbios de sono;
  • Retração palpebral;
  • Retardo do globo ocular na supradução (sinal de Kocher);
  • Fissura palpebral alargada durante a fixação (sinal de Dalrymple); 
  • Incapacidade de fechar as pálpebras completamente (lagoftalmo, sinal de Stellwag);
  • Disfunção da glândula lacrimal;
  • Irritação;
  • Fragilidade;
  • Fotofobia;
  • Lacrimejamento;
  • Visão turva;

A dor não é típica, mas os pacientes geralmente se queixam de pressão na órbita.

Como é feito o diagnóstico da oftalmopatia de Graves?

O diagnóstico é feito através de sinais e sintomas oculares. Porém, testes positivos para anticorpos (antitireoglobulina, anti microssomal e anti tirotropina receptor) e anormalidades nos níveis de hormônios tireoidianos (T3, T4 e TSH) ajudam no suporte ao diagnóstico.

Além disso, a imagem orbital é uma ferramenta interessante para o diagnóstico da oftalmopatia de Graves e é útil no monitoramento de pacientes quanto à progressão da doença. 

Mas a ultrassonografia também pode detectar a oftalmopatia de Graves precoce em pacientes sem achados orbitais clínicos. Embora menos confiável do que a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, no entanto, para avaliar o envolvimento do músculo extraocular no ápice orbital, o que pode levar à cegueira, é uma boa escolha. 

De qualquer forma, a tomografia computadorizada ou ressonância magnética é necessária quando há suspeita de envolvimento do nervo óptico.

Veja a seguir como são feitos os tratamentos para a oftalmopatia de graves!

Como são feitos os tratamentos para oftalmopatia de Graves?

Embora algumas pessoas apresentam remissão espontânea dos sintomas em um ano, muitas precisam de tratamento. O primeiro passo é a regulação dos níveis de hormônio da tireoide. 

Além disso, a lubrificação tópica do olho é usada para evitar danos à córnea causados ​​pela exposição e os corticosteróides são eficazes na redução da inflamação orbitária, mas os benefícios cessam após a descontinuação. O tratamento com corticosteróides também é limitado por causa de seus muitos efeitos colaterais. 

A radioterapia também é uma opção alternativa para reduzir a inflamação orbitária aguda. No entanto, ainda há controvérsia em torno de sua eficácia. Mas, para os fumantes a maneira de reduzir a inflamação é parar de fumar, pois as substâncias pró-inflamatórias são encontradas nos cigarros. 

Somando a isso, o Tocilizumab, um medicamento usado para suprimir o sistema imunológico, também foi estudado como um possível tratamento. No entanto, uma revisão Cochrane publicada em 2018 não encontrou nenhuma evidência (nenhum estudo clínico relevante foi publicado) para mostrar que o tocilizumabe funciona.

Mas, em janeiro de 2020, a Food and Drug Administration aprovou o teprotumumab-trbw para o tratamento da oftalmopatia de Graves.

Ou seja, são inúmeros os possíveis tratamentos disponíveis. Contudo, não há tratamento melhor para uma condição do que sua prevenção, não é mesmo?

Então veja a seguir como prevenir a oftalmopatia de Graves!

Como prevenir a oftalmopatia de graves?

Apesar de a doença de Graves ser uma condição que não pode ser evitada, a radioiodoterapia usada para tratar o hipertireoidismo tem maior probabilidade de piorar a doença ocular e deve ser evitada. Principalmente em pacientes com doença ocular moderada ou grave. 

Porém, o tratamento com medicamentos antitireoidianos ou cirurgia não afeta o curso da doença ocular.

Além disso, se o radioiodo for usado para tratar hipertireoidismo em pacientes com doença ocular moderada ou grave, tomar um corticosteróide (prednisona) no momento do tratamento, que é reduzido gradualmente ao longo de várias semanas, pode ajudar a prevenir o agravamento da oftalmopatia de Graves.

Outro detalhe importante a observar é que fumantes são mais propensos a desenvolver oftalmopatia de Graves.

Já tinha ouvido falar dessa condição?

E você, já tinha ouvido falar da oftalmopatia de graves? Conte pra gente nos comentários!

Agora que você sabe tudo sobre essa condição e possíveis formas de prevenção, tenha em mente que é possível prevenir inúmeras doenças apenas cuidando da saúde. Por isso, é indispensável cuidar da saúde geral, mantendo bons hábitos. 

Porém, para além disso, é indispensável cuidar também da saúde dos olhos. Para isso, você deve fazer consultas regulares ao oftalmologista e exames oftalmológicos para prevenir doenças.

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Fonte:

Thyroid

Health

Wikipedia

Mayoclinic

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