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Pinguécula: o que é, como saber se você tem e tratamentos

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A pinguécula é uma protuberância amarelada ou esbranquiçada que surge na parte branca dos nossos olhos. Ela se desenvolve em forma de descoloração da conjuntiva – membrana fina que cobre a pálpebra e vai até a parte externa da córnea. 

A maioria dos diagnósticos aponta a sua presença em apenas um dos olhos. Porém, em casos raros, o problema pode ocorrer nos dois. 

O que é a pinguécula?

Apesar de o nome ser estranho, já começamos te tranquilizando! Ela é um tumor benigno e não tem relação alguma com câncer. Portanto, é considerada inofensiva. 

Ela é uma elevação, de cor branca ou amarela, identificada na esclera, que é chamada corriqueiramente de parte branca do olho

Seus tamanhos são variados, algumas protuberâncias são pequenas e quase imperceptíveis, enquanto outras são um pouco maiores e podem ocasionar algum tipo de incomodidade.

Como é a pinguécula?

A pinguécula se assemelha a uma camada, que é composta por gordura, proteína e cálcio e se desenvolve na conjuntiva, uma fina capa de tecido presente em nossos olhos. Geralmente, a protuberância fica perto do nariz, rente à córnea, mas pode aparecer também do outro lado do globo ocular, próximo da orelha. 

Quais são as causas

Como tantas outras doenças oculares, a pinguécula também está associada à velhice. É normal que ela seja diagnosticada em pessoas com 70 anos ou mais. Porém, a idade não é a principal causa do problema.

Apesar de não haver um entendimento por completo dos fatores que determinam o surgimento da pinguécula, os especialistas explicam que a poeira, o vento e essencialmente a exposição exagerada aos raios solares são os principais causadores dessa condição.

Sendo assim, crianças, adultos e pessoas com meia-idade também podem sofrer com a pinguécula, especialmente aqueles que ficam expostos ao ar livre, sem alguns itens, como óculos escuros e chapéus, que protegem a visão dos raios ultravioleta do sol. 

Outra condição que pode contribuir para o aparecimento das pinguéculas é a doença do olho seco.

Sintomas

Em grande parte dos casos, a pinguécula gera apenas um desconforto estético. É bastante plausível que não haja nenhum outro sintoma grave no olho afetado. 

Quando alguns efeitos são sentidos, o paciente pode reclamar de ressecamento nos olhos, já que a protuberância pode impedir que o filme lacrimal seja espalhado, de modo uniforme, por toda a superfície do olho até as suas extensões.

Com isso, a pessoa pode perceber os olhos irritados, avermelhados, com sensação de queimação e de presença de corpo estranho, coceira, ardor e até visão embaçada. 

Há ainda a possibilidade de a pinguécula inflamar e inchar, quando isso acontece, a pessoa está com pingueculite, que é o resultado de muita exposição à luz do sol, ao vento, poeira e condições muito secas.

Pinguécula e pterígios: principais diferenças

Não é difícil que a pinguécula seja confundida com o pterígio, também benigno, que muitas pessoas conhecem como carne no olho ou olhos de surfista.

A confusão acontece, porque seus sintomas são bastante semelhantes, a região de origem é a mesma (conjuntiva) e os elementos que provocam as duas condições são iguais: vento, poeira, raios solares e sujeira. 

Todavia, é preciso reforçar que essas condições são diferentes e podem ser identificadas pelas suas notáveis particularidades.

Entenda:

  • Cor: eles possuem coloração distintas. Enquanto a pinguécula é branca ou amarela, o pterígio é vermelho, rosa ou amarelado.
  • Vasos sanguíneos: apenas os pterígios contêm vasos sanguíneos, por isso as colorações diferenciadas, citadas acima. 
  • Formato: como vimos, as pinguéculas têm um formato parecido com um triângulo, já os pterígios são elevações carnosas redondas, ovais ou alongadas. 
  • Crescimento: se a carne estiver crescendo em direção à córnea, e porventura já esteja cobrindo-a, atrapalhando a visão, é muito esperado que seja pterígio, pois são raros os casos em que são encontradas pinguéculas sobre a córnea. 

Outro dado importante, é que um pterígio pode permanecer do mesmo tamanho ou crescer ao longo do tempo. Em algumas ocasiões ele pode se originar de uma pínguecula. 

Fatores de risco

Dentre os fatores de risco já abordados, como idade e exposição ao sol, vento e poeira, também são considerados razões para o início da pinguégula:

 

  • O estilo de vida, hobbies e trabalho ao ar livre
  • A residência próxima à linha do Equador, onde há raios de sol com mais força
  • A Diabetes miellitus
  • O hábito de fumar

 

 

Diagnóstico

Por mais que notemos a uma mancha amarelada ou esbranquiçada nos olhos, é sempre indicado que as investigações sejam feitas por especialistas, assim será permitido afirmar com clareza de que se trata ou não de uma pinguécula. 

O oftalmologista, para averiguar o problema, faz um procedimento chamado de biomicroscopia – exame em que é incidida uma luz especial no olho do paciente, que permite ao médico visualizar o globo ocular, com auxílio de um microscópio. 

Tratamento

Se a pinguécula não causar nenhum sintoma ou mesmo se o paciente não sentir sua autoestima baixa, devido à estética do olho, nenhum procedimento precisa ser feito. 

Ocorrendo desconfortos e dores, o médico pode receitar pomadas e/ou colírios para aliviar os sintomas. 

Quando o paciente se sente incomodado com a aparência do olho, a alternativa é realizar a cirurgia para a remoção, que pode ser aconselhada após a conversa com o especialista.

Além disso, a intervenção cirúrgica também pode ser sugerida para além dos fins estéticos.

Veja em quais situação ela é indicada:

  • Quando há crescimento sobre a córnea, o que provoca alteração na qualidade da visão
  • Se houver incômodo na pessoa que usa lentes de contato
  • Em situações que a pinguécula continua inflamada, após o uso de pomadas ou colírios

Como evitar a pinguécula

Se a exposição ao ar livre for inevitável, algumas opções são bem interessantes para se resguardar. 

Use óculos escuros

As lentes precisam conter revestimento contra os raios UVA e UVB. Outra opção são as lentes fotocrômicas que são 100% eficazes na hora de bloquear a luz solar. Mas é importante fazer um alerta! Nada de óculos com qualidade duvidosa. 

A recomendação é que a armação dos óculos envolva totalmente ou boa parte dos olhos, para aumentar a área de proteção. Além disso, os seus olhos ganharão um escudo a mais contra o vento, poeira e outros agentes externos.

Os óculos devem ser utilizados inclusive em dias escuros ou nublados, já que os raios ultravioleta passam facilmente pelas nuvens. 

Ah! Se você for viajar ou mora em um lugar com neve, os óculos são imprescindíveis, já que ela reflete até 80% da radiação solar. 

 Mantenha seus olhos sempre umedecidos

Para esse fim, você pode utilizar lágrimas artificias.

  • Quando o lugar for fechado, mas houver poeira e ambiente seco, utilize óculos de proteção. 

Complicações

Por ser uma condição que, na maioria das vezes, não causa problemas, é viável ter uma boa qualidade de vida e visão plena, mesmo com a pinguécula. 

Quando a cirurgia é a única opção, não há complicações ou riscos após o procedimento, no entanto, a pinguécula pode voltar. 

Remédios prescritos

Para abrandar as irritações, coceiras e securas, os colírios de venda livre, ou que precisem de receita, podem ser utilizados.

Mas, antes de comprá-los, certifique-se de que o colírio não tem conservantes, principalmente se você não tiver passado por um oftalmologista, porque a presença deles pode piorar a situação.

Na dúvida, considere os sem conservantes!

As pomadas também podem ser prescritas, especialmente se os sintomas forem mais persistentes. Seu ponto forte é a maior durabilidade – elas permanecem por mais tempo do que as lágrimas artificiais (colírio). 

Caso você faça uso de algum medicamento para os olhos, que foi adquirido livremente, é sempre bom citá-lo na consulta com o especialista. 

Cirurgia

Há dois tipos de cirurgia: fotocoagulação a laser e a excisão cirúrgica, que consiste em remover a parte com a pinguécula, que depois será substituída por um pedaço de conjuntiva saudável, com auxílio de uma cola especial. 

Um estudo realizado em 2019 evidenciou que, com o enxerto de tecido conjuntivo saudável, a cirurgia pode remover as pinguéculas e até aliviar os sintomas de olho seco relacionados. 

Perguntas frequentes

1 – Pinguécula pode levar à perda da visão?

Não! Como ela atinge a conjuntiva, parte superficial que protege o olho, não há risco de cegueira. 

2 – É possível remover a pinguécula?

Desde que as inflamações sejam recorrentes e afetem o seu bem-estar, ou o aspecto visual do olho desagrade, há procedimentos disponíveis para a remoção da pinguécula. Na hipótese de não haver nenhum tipo de incomodo, a cirurgia é descartada, já que a pinguécula é até considerada, em certas situações, uma alteração normal da conjuntiva.

3 – O que é pinguécula inflamada?

Pode-se dizer que ela está em um processo inflamatório, quando os olhos estão irritados e vermelhos.

4 – Já teve pinguécula?

Se você teve ou desconfia que tem, não precisa desespero.

Como você já deve ter percebido, a pinguécula, normalmente, é uma situação branda e não requer nenhum tratamento. 

Quando alguma ação é necessária, geralmente ela é invasiva e é eficaz no controle dos sintomas mais severos.

Caso o diagnóstico tenha sido positivo para a pinguécula e desde então você tem percebido que as manchas estão crescendo, mais uma vez: nada de desespero. Marque uma consulta e tenha um diálogo com o seu médico de confiança, é bem provável que ele te tranquilize e confirme que o avanço da protuberância não cause mal algum.

O fundamental é estar sempre com as consultas em dia e evitar diagnósticos caseiros. Um oftalmologista é um importante aliado da sua saúde ocular, contate-o sempre que necessário. 

Fontes

American Academy of Ophthalmology¹

American Academy of Ophthalmology²

Broberg Eyes Care

Healthline

Medical News Today

My Riverside

NVision Centers

Specsavers

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