pupila

Pupila: função e tamanho normal em nossos olhos

A pupila é a abertura que os nossos olhos dão para a entrada de luz. Ela recebe a luz antes de chegar à lente e antes da luz ser focada na retina. A retina é parte dos nossos olhos em que é processada a informação para enxergarmos com foco e nitidez. 

Por isso, a pupila é extremamente importante para os nossos olhos. Por controlar a entrada e saída de luz, a quantidade de luz, é também responsável pelos “olhos vermelhos” que vemos em fotos. 

Isso acontece porque a pupila reflete o coroide, parte dos nossos olhos que envia sangue para a retina. O coroide salta na nossa pupila, e por isso, o efeito de olhos vermelhos. 

Já deu para perceber que, além de importante, também é uma parte bastante sensível dos nossos olhos. 

Por isso, algumas doenças podem afetá-la, tais como catarata, glaucoma, erros de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo), irite ou ainda, a pupila ser dilatada demais.

Função

A nossa pupila controla a entrada de luz nos olhos para que enxerguemos corretamente e com mais nitidez, e faz isso mecanicamente. Ela recebe a luz, se expande (dilata) em ambientes mais iluminados, e se contrai em ambientes mais escuros.

Após isso, passa a informação para a retina, que juntamente com a íris e com o nosso cérebro nos fazem enxergar com nitidez. 

A importância da pupila para nossa saúde

Pouca gente sabe, mas, além de interferir totalmente na nitidez da nossa visão, a pupila também está ligada de certa forma à nossa artéria carótida, que liga o pescoço e o coração.

Por exemplo, se uma das suas pupilas é menor que a outra, isso pode indicar um problema nas vias de dilatação.

Essas vias contém nervos que passam pelo cérebro, pela medula espinhal, pelo pulmão, e também a artéria carótida.

Ou seja, se o fluxo dessa ligação for interrompido, todos os órgãos envolvidos podem ter algum trauma. 

Tamanho

Uma pupila normal ou contraída tem, em média, 2 a 4 milímetros. Enquanto que, se estiver dilatada, pode ter o dobro desse tamanho.

Outros fatores também afetam o seu tamanho. 

Ela varia de tamanho de acordo com as nossas emoções, ou com o que se passa no nosso cérebro. Pode se expandir quando estamos apaixonados, por exemplo, e mudar quando estamos com medo ou raiva.

Além disso, ela se contrai em ambientes de muita luz e dilata em ambientes pouco iluminados.

O que o tamanho da pupila revela sobre nossa saúde

O tamanho da nossa pupila, quando anormal (muito dilatado ou muito contraído) pode indicar algum trauma ou doença.

Alguns exemplos:

  • Quando está muito dilatada pode indicar um aneurisma;
  • Quando está  muito contraída pode indicar sífilis ou enxaqueca;
  • Quando está com dilatação média (um pouco acima do comum) pode sinalizar glaucoma.

Testes de pupila

Para realizar testes de pupila, basta um simples exame clínico.

O médico fará um teste de luz, colocando a luz sob os olhos, para ver se há a dilatação com muita luz, e se há a contração com pouca luz.

Além disso, os sintomas também são levados em consideração, pois alguns podem indicar problemas na pupila e outros traumas oculares. 

Doenças que afetam  a pupila

  • Câncer de pulmão
  • Tumor cerebral
  • Traumatismo craniano
  • AVC (Acidente Vascular Cerebral)
  • Esclerose múltipla
  • Aneurisma
  • Glaucoma
  • Sífilis
  • Anisocoria

Sintomas que indicam problemas sérios na pupila

Alguns sintomas podem indicar problemas mais sérios na pupila, e exigem avaliação médica imediata. Fique atento se você sentir:

  • Vômito
  • Febre alta
  • Dor de cabeça
  • Perceber o tamanho anormal da pupila
  • Desmaio
  • Dificuldade ou incapacidade de falar
  • Fraqueza
  • Intestino ou bexiga soltos
  • Problemas respiratórios (falta de ar, asfixia)
  • Perda ou mudança súbita na visão.

Medicamentos que podem afetar a pupila

Alguns medicamentos podem dilatar a pupila ou afetar consideravelmente seu tamanho.

Os medicamentos que podem afetar a pupila são:

  • Anticolinérgicos: utilizados para tratar doenças como bexiga hiperativa, doença de Parkinson, diarreia, cólicas estomacais, dentre outros.
  • Sedativos: álcool, diazepam, e outras substâncias ou medicamentos utilizados como calmantes, para diminuir estresse e ansiedade.
  • Opiáceos: utilizados para tratar a dor, como a morfina e outros medicamentos legais e drogas ilegais. 

As emoções e nossa pupila

As emoções podem interferir bastante no tamanho da nossa pupila. 

Além de se alterar com emoções extremas, como quando estamos apaixonados ou quando estamos com raiva e medo, a pupila também se altera quando nos esforçamos. 

Dessa forma, quando temos uma tarefa muito difícil, quando precisamos pensar muito, fazer uma prova. Tudo isso  também pode dilatar a nossa pupila.

Outra coisa que afeta as nossas pupilas é olhar para alguém com a pupila dilatada. Assim como quando alguém boceja próximo a nós, nós também bocejamos, o mesmo acontece com a nossa pupila. Curioso, não é?

Além disso, de acordo com o site Healthline, um estudo feito em 2003 mostrou que alguns sons corriqueiros também poderiam dilatar a pupila, como ouvir um bebê chorar ou ruídos comuns de um escritório. 

E você, já percebeu a sua pupila dilatar ou se contrair em alguma situação? Conte para nós nos comentários!

 Fontes

Healthline

Healthgrades

All about vision

Very Well Health

Discovery eye

Britannica

 



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