retinopatia diabética

Retinopatia Diabética: sintomas e tratamentos

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A retinopatia diabética é uma complicação da diabetes que ocorre quando o alto nível de glicose causa lesões na retina.

Essa doença pode afetar pessoas com diabetes tipo 1 ou 2 quando não tratada corretamente e quando os índices glicêmicos não estão controlados.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a retinopatia é a principal causa de cegueira entre pessoas de 20 a 74 anos.

No entanto, com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, o risco de perda de visão pode ser reduzido para menos de 5%.

Por isso, é preciso se atentar aos sintomas e realizar exames periódicos, principalmente o exame de fundo ocular.

No artigo de hoje falaremos mais sobre essa complicação da diabetes que pode comprometer a saúde dos olhos. Confira a seguir.

A Retinopatia Diabética

Quando a diabetes não está controlada, a hiperglicemia pode causar alterações na estrutura dos vasos sanguíneos da retina. Ao longo do tempo, esses vasos podem se romper, liberando sangue e fluidos que comprometem a visão. 

Em outros casos pode ocorrer também o fechamento dos vasos, de forma que a retina para de receber sangue para sua própria nutrição.

A retinopatia diabética pode ser classificada em diferentes graus de acordo com a gravidade da doença, sendo os tipos mais comuns:

  • Retinopatia diabética não proliferativa
  • Retinopatia diabética proliferativa

Vamos explicar a seguir sobre cada um deles a seguir:

Classificação da Retinopatia Diabética

Entre os critérios levados em conta para classificar a retinopatia diabética, o tipo de lesão provocado na retina é um dos principais.

Entretanto, o grau de avanço da doença apenas pode ser detectado com exames oftalmológicos específicos.

Retinopatia diabética não proliferativa (RDNP)

A retinopatia diabética não proliferativa é o estágio inicial da doença, no qual são encontrados microaneurismas (pequenas dilatações vasculares), hemorragias e vasos sanguíneos obstruídos.

Na retinopatia diabética não proliferativa, os pequenos vasos sanguíneos da retina liberam fluido ou sangue, causando pequenas saliências.

Também é comum ocorrer inchaço nas áreas da retina que foram afetadas pelo derrame.

Retinopatia diabética proliferativa (RDP)

A retinopatia diabética proliferativa é a fase avançada da doença e que pode levar à perda de visão.

O risco de cegueira ocorre devido à hemorragia no humor vítreo ou pelo descolamento da retina por tração. 

Neste estágio, portanto, começam aparecer novos vasos sanguíneos (neovasos) na superfície da retina por causa da isquemia, oclusão dos vasos sanguíneos da retina que impede o fluxo sanguíneo adequado.

Quando esses neovasos se rompem, eles liberam sangue, o que provoca perda de visão grave e até mesmo cegueira.

Também é comum aparecer uma espécie de cicatriz perto dos neovasos, que pode resultar no descolamento da retina.

Outro problema decorrente da retinopatia diabética é o edema macular diabético gerado pelo vazamento de líquido para a retina, que pode ocorrer nos dois tipos da doença.

Além do edema macular, existem também outros sintomas que ajudam na identificação da retinopatia diabética.

A seguir vamos contar quais são eles. Então, continue com a gente.

Principais sintomas

Os sintomas da retinopatia diabética variam dependendo do grau da doença, mas uma das queixas mais comuns entre os pacientes é a visão turva.

Inclusive, o maior perigo da retinopatia diabética é que ela não apresenta sintomas nos estágios iniciais, somente quando já está avançada. 

Em casos graves da doença, a pessoa pode ter:

  • Visão embaçada
  • Hemorragia no olho
  • Sensação de estar vendo teias de aranha 

Vale lembrar que o diagnóstico só pode ser feito através de exames específicos. Por isso, faça sempre acompanhamento médico periódico.

Exames para o diagnóstico correto

É somente o oftalmologista capaz de realizar os exames necessários para diagnóstico da retinopatia diabética.

Portanto, é importante e preciso se consultar regularmente para realizar os principais exames que diagnóstica a doença. 

Os principais exames para o diagnóstico correto da retinopatia diabética são:

  • Exame de fundo ocular
  • Mapeamento de retina
  • Retinografia
  • Angiografia da retina
  • Tomografia de coerência óptica (OCT)

Tratamentos para a retinopatia diabética

Os casos de retinopatia diabética podem ser tratados de diversas formas, a depender da gravidade da doença:

  • Controle da glicemia e pressão arterial
  • Fotocoagulação a laser
  • Tratamento com anti-inflamatórios (corticóides) e/ou medicamentos anti-angiogênicos
  • Injeções de medicamentos nos olhos
  • Vitrectomia

Todos esses tratamentos devem ser prescritos pelo médico oftalmologista. No entanto, também é necessário consultar regularmente o endocrinologista para manter a taxa glicêmica controlada.

O ideal é fazer o tratamento em conjunto com todas as partes para melhores resultados e controle da diabetes.

Quando ir ao médico

A melhor maneira de prevenir a perda da visão devido à retinopatia diabética é o controle cuidadoso do diabetes.

Se você tem diabetes, consulte seu oftalmologista para fazer um exame de vista anual com dilatação – mesmo que sua visão pareça boa.

A gravidez pode piorar a retinopatia diabética, portanto, se você estiver grávida, seu oftalmologista pode recomendar exames oculares adicionais durante a gravidez.

Entre em contato com seu oftalmologista imediatamente se sua visão mudar repentinamente ou ficar embaçada, ou mesmo. manchada.

Fatores de risco

Qualquer pessoa com diabetes pode desenvolver retinopatia diabética. O risco de desenvolver a doença ocular pode aumentar em decorrência de:

  • Duração do diabetes – quanto mais tempo você tiver diabetes, maior será o risco de desenvolver retinopatia diabética
  • Controle insuficiente do seu nível de açúcar no sangue
  • Pressão alta
  • Colesterol alto
  • Gravidez
  • Vício de cigarro
  • Ser afro-americano, hispânico ou nativo da América

Medidas para prevenir a retinopatia diabética

Embora existam vários tipos de tratamento para a doença, a prevenção ainda é a forma mais adequada de evitar a doença.

Trata-se de um problema de saúde sério que pode levar à perda de visão. Além disso, é uma doença assintomática. Dessa forma, muitos pacientes descobrem o problema já na fase avançada.

Portanto, realizar acompanhamento médico regular é a melhor forma de prevenção, sempre associado a:

  • Controlar os níveis de açúcar no sangue 
  • Controlar os níveis de colesterol
  • Controlar a pressão arterial
  • Realizar exame de fundo ocular ao menos uma vez ao ano

Você já conhecia a retinopatia diabética?

A retinopatia diabética é uma complicação grave da diabetes que, quando não tratada, pode levar à cegueira.

Por isso é sempre importante medir o nível de açúcar no sangue e realizar o exame do fundo ocular anualmente.

As taxas elevadas de colesterol e pressão arterial também são fatores de risco. Portanto, ambas devem estar controladas.

Como a retinopatia não apresenta sintomas claros nos estágios iniciais, somente exames de rotina como o mapeamento de retina ou a retinopatia poderão apontar o início da doença.

Agora vamos conversar: você já tinha ouvido falar sobre Retinopatia Diabética? Sabia que ela pode levar à cegueira? Conte com sua experiência com essa condição aqui nos comentários.

Fontes:

Conselho Brasileiro de Oftalmologia

National Eye Institute

American Academy of Ophthalmology

Mayo Clinic

 

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