visão monocular

Visão monocular: direito à aposentadoria, causas e tratamentos

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A visão monocular é a cegueira de um dos olhos, ou seja, quando há apenas 20% ou menos de deficiência visual em um olho. Quem tem essa condição, tem o campo de visão mais limitado do que quem tem a visão binocular (que enxerga com os dois olhos e tem maior percepção de profundidade de campo).

As causas para a condição podem ser várias, como:  cegueira, doenças degenerativas, mas, na maioria das vezes, é resultado de um trauma ocular.

A visão monocular é considerada uma deficiência visual por diversos especialistas. Inclusive, quem tem visão monocular tem o direito à aposentadoria com regras diferenciadas para a pessoa com deficiência.

A seguir, vamos falar detalhadamente sobre essa condição e como conviver com ela. Continue a leitura!

Principais causas

Existem diversas causas para a visão monocular. Algumas delas fazem com que a condição ocorra logo na infância. Mas também é comum ocorrer em outras partes da vida. Além disso, a perda da visão pode ser gradual ou imediata, dependendo da causa.

As principais causas da visão monocular são:

  • Anoftalmia – Quando há má formação ocular e o globo ocular não é desenvolvido
  • Ambliopia – Ou “olho preguiçoso”, é quando a visão não se desenvolve ou é não estimulada da maneira correta 
  • Traumas oculares – ferida ou impacto nos olhos
  • Glaucoma – é uma doença que provoca lesão no nervo óptico causada pela elevação da pressão intraocular
  • Doenças congênitas oculares (como a toxoplasmose, tumores oculares) – Tumores ou lesões causadas por infecções ou fatores genéticos.

Sintomas

Os sintomas da visão monocular são: 

  • Cegueira
  • Falta de nitidez na visão
  • Diminuição da acuidade visual
  • Atividades do dia a dia que exigem mais visão de perto (como costurar, fazer a barba. etc.) são as mais afetadas por quem sofre com essa condição.

Vivendo com visão monocular

Por não ter cura, a visão monocular requer bastante adaptação. A maioria das pessoas leva cerca de um mês para se adaptarem a realizar as tarefas do dia a dia, e cerca de um ano para adaptação total das atividades. Principalmente as que exigem maior visão de perto, como alguns trabalhos como esteticista, mecânico, cirurgião, etc.

Isso faz com que a maior dificuldade de quem possui visão monocular seja se adaptar ao emprego, e isso, além do choque com a mudança na visão, pode gerar ansiedade e baixa autoestima.

Mas a rotina do dia a dia não tem um impacto tão grande. Além disso, pessoas mais jovens ou que tiveram uma redução gradativa ou parcial da capacidade visual, têm maior facilidade de adaptação.

Para quem tem visão monocular e Anisometropia – quando o erro refrativo é diferente entre os olhos e há uma grande diferença de graus entre o olho direito e o olho esquerdo – a adaptação é mais longa, pois é necessário adaptar cada necessidade que o olho remanescente possui. 

No caso de idosos, a recuperação pode ser mais lenta, porque a visão já está mais desgastada, e o esforço exigido para atividades diárias é maior. Portanto, em casos leves ou graves, idosos ou jovens, é essencial ter o acompanhamento do Oftalmologista.

Também é necessário avaliar periodicamente o olho remanescente, principalmente se o paciente sofrer de uma doença progressiva ou degenerativa, por exemplo. Além disso, se for o caso do paciente sofrer de ansiedade ou baixa autoestima, é importante realizar acompanhamento psicológico também no processo de adaptação à nova realidade.

Os direitos para quem tem visão monocular

Associação Brasileira dos Deficientes com Visão Monocular estima que cerca de 1% a 2% da população brasileira é diagnosticada com visão monocular, apesar de poucas pessoas conhecerem a condição, e do tabu sobre ser ou não uma deficiência. No entanto, a condição impacta bastante a vida quem convive com ela.

O Manual de inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, desde setembro de 2011, passou a considerar deficientes os portadores de visão monocular. 

Com isso, ele passa a ter direitos semelhantes a uma pessoa com deficiência. Os direitos são: isenção de impostos e taxas, auxílios de acordo com a necessidade. Além dos direitos básicos, como trabalho, saúde, educação, entre outros.

Inclusive, mesmo com mais dificuldade, quem tem visão monocular pode dirigir também, mas com algumas ressalvas. Isso porque, pessoas com visão monocular têm uma redução maior ou igual a 25% no tamanho do campo visual. Isso impacta diretamente a capacidade de se situar no espaço e, consequentemente, aumenta a probabilidade de provocar colisões.

Por esse motivo, condutores com visão monocular só podem conduzir carro ou moto, veículos esses pertencentes às categorias A e B. Aliás, o direito de pessoas com visão monocular de tirar habilitação nas categorias A e B é garantido pela Lei monocular, em vigor em todo território nacional. Portanto, se você quer dirigir, saiba que é sim possível.

E se você já tem CNH e quer saber quais as suas condições para renovar tendo visão monocular, não deixe de ver nosso artigo sobre exame de vista Detran.

Tratamentos

O tratamento para visão monocular varia de acordo com as causas. No caso de traumas oculares, é preciso verificar a hora exata em que ocorreu, os danos externos e como os olhos foram prejudicados, tanto por fora quanto por dentro. E só então realizar o tratamento adequado.

Já no caso de doenças, é necessário diagnosticar o tipo e a gravidade da doença e, em seguida, verificar o estado do outro olho.

Se foi acometido e se é uma doença progressiva e/ou degenerativa. E, a partir daí, iniciar tratamento com um profissional da área específica. Entretanto, independente do caso, é sempre importante realizar o exame de acuidade visual. Ele permite avaliar aspectos dos olhos, danos, pressão ocular, córnea, pupila e íris.

Você tem ou conhece alguém com visão monocular?

Agora que já aprendemos o quanto é importante tomar os devidos cuidados com a visão monocular, sabemos também que é importante aplicar o tratamento correto para cada caso. Para isso, e inclusive para prevenir qualquer dano maior, é preciso visitar o médico Oftalmologista periodicamente. 

E você tem essa condição ou conhece alguém que tem? Como foi o seu processo de se adaptar à rotina? Queremos saber nos comentários! 

Fontes:

Previdenciarista

Hospital dos Olhos

NHS – Hull University Teaching Hospitals

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