Efeitos colaterais da cloroquina

Efeitos colaterais da cloroquina podem afetar os olhos

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De repente, o mundo inteiro se viu diante de uma novidade. Mas não era uma peculiaridade qualquer ou um cenário positivo. Pelo contrário, nos vimos em um cenário de caos.

Então tudo era novo, sem muitos precedentes e com muitas informações ainda desencontradas. E por isso, muitas soluções e protocolos foram cogitados. Quase todos agora padronizados.

Portanto, nos últimos meses a cloroquina ficou bastante conhecida como um possível tratamento para o novo Coronavírus, porém, algum tempo depois, foi possível descobrir que o medicamento pode provocar diversos efeitos colaterais e, além disso, prejudicar a nossa visão.

Fato é que o composto é capaz de afetar a retina e até causar danos irreversíveis. Quer saber mais sobre os efeitos colaterais da cloroquina? É só continuar a leitura.

Cloroquina: o que é e para que serve

Em 2020, a pandemia de Covid-19 ainda era recente e a forma de lidar com toda a situação igualmente incerta. Com isso, órgãos e profissionais da saúde do nosso país e de todo o mundo continuavam a buscar, incessantemente, respostas e soluções para a doença.

Dessa forma, até a ciência encontrar respostas (ou seja, medicamentos eficientes contra o vírus), diversos medicamentos foram cogitados.

A cloroquina foi um desses remédios que participaram de testes para o tratamento contra a Covid-19, bem como a hidroxocloroquina. Até então, o uso dessas substâncias era recomendado, em todo o País, para os casos graves da infecção pelo vírus.

Porém, em um levantamento foi descoberto que, entre os efeitos colaterais da cloroquina, o tratamento com a substância tinha relação com o aumento do risco de morte em pessoas que contraíram o vírus.

Em meados de maio do mesmo ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os testes que envolviam a medicação.

As duas substâncias são medicamentos que foram sintetizados (processo de produzir artificialmente substâncias a partir de elementos orgânicos e inorgânicos encontradas na natureza) há décadas e usados para prevenir e tratar a malária.

Do mesmo modo, os medicamentos são utilizados na prevenção e no tratamento de algumas doenças autoimunes, do fígado e reumáticas como lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide e juvenil e doenças fotossensíveis, entre outros.

Contudo, o medicamento se popularizou como alternativa de tratamento para o coronavírus pois alguns estudos o apontaram como uma solução eficiente de inibir a replicação do vírus.

Assim sendo, a droga poderia dificultar a conexão do agente infeccioso nas células humanas e ainda dificultar a replicação viral.

Enfim, como ainda não existem dados suficientes para amparar a segurança e eficiência da cloroquina e da hidroxicloroquina para os pacientes diagnosticados com Covid-19, a OMS recomenda o uso dos medicamentos.

Efeitos colaterais mais comuns da cloroquina

De acordo com especialistas, os efeitos colaterais da cloroquina podem afetar várias áreas do corpo. Os efeitos adversos relatados com mais frequência são os gastrointestinais, acompanhados dos cardíacos (esse último com menor frequência). Confira:

  • Gastrointestinal: distúrbios gastrointestinais como, por exemplo, náuseas, vômitos, diarreia e cólicas estomacais.
  • Cardíaco: batimentos cardíacos acelerados ou desacelerados, falta de ar, palpitações no peito e tontura súbita (sensação de desmaio).
  • Dermatológico: queda de cabelo, prurido (coceira) e distúrbios de pigmentação (incluindo pigmentação preto-azulada das unhas e mucosa, além de pele ou olhos amarelados) como, por exemplo, alteração da cor da pele.
  • Hipersensibilidade: reação alérgica incluindo urticária, angioedema, vasculite, inchaço na garganta ou no rosto, dificuldade em respirar; reação grave na pele como, por exemplo, olhos ardendo, dor na pele, erupção cutânea vermelha ou roxa, além de bolhas e descamação, febre, dor de garganta ou reações anafiláticas (às vezes são chamadas de anafilaxia) – pode ser fatal.
  • Sistema nervoso: dor de cabeça, neuropatia, ototoxicidade (por exemplo, zumbido, hipoacusia, surdez neurossensorial / surdez nervosa).
  • Cardiovascular: cardiomiopatia, arritmias cardíacas, taquicardia ventricular, fibrilação ventricular.
  • Psiquiátricas: insônia, depressão, alucinações, distúrbios psiquiátricos (por exemplo, ansiedade, agitação, confusão, delírio).

Além disso, existem outros efeitos colaterais da cloroquina a que você deve ficar atento e chamar ajuda médica urgente. Eles são:

  • convulsão,
  • problema para ouvir,
  • diminuição dos reflexos,
  • falta de coordenação,
  • fraqueza muscular grave,
  • calafrios,
  • feridas na boca,
  • sangramento anormal,
  • palidez na pele,
  • pés e mãos frios,
  • irritabilidade,
  • sudorese (transpiração em excesso),
  • fome,
  • dores nas pernas, costas ou no estomago,
  • sangramento nas gengivas,
  • surgimento de sangue na urina ou nas fezes,
  • suor frio,
  • tosse,
  • urina escura,
  • diarreia,
  • dificuldade para falar ou engolir,
  • ansiedade ou
  • tremores.

Efeitos colaterais da cloroquina nos olhos

A cloroquina, como todo medicamento, possui uma lista de efeitos não só necessários para o tratamento das doenças, mas também alguns que não são desejados por ninguém.

Principalmente se você já teve alterações nos olhos ou lesões na retina não é indicado usar cloroquina. Os riscos provocados à retina pelo uso do medicamento são ainda maiores se você tiver problemas oculares pré-existentes, doença renal ou consumindo tamoxifeno (remédio usado na fase inicial do tratamento de câncer de mama).

Isso porque o remédio possui elevado nível de toxicidade para os olhos, portanto, o consumo de altas doses ou o uso prolongado desse medicamento pode afetar a retina, causando danos irreversíveis como a retinopatia e dano retiniano.

Além disso, outros efeitos colaterais da cloroquina também foram relatados por pacientes que tiveram tratamento com o medicamento. São eles: maculopatia e degeneração macular.

Só para exemplificar, é bom você entender um pouquinho da estrutura do olho e como a retina é importante para uma visão saudável.

A retina é uma camada gelatinosa (composta pelo humor vítreo) localizada ao fundo do globo ocular. Ela é uma película fina responsável por detectar a luz e enviar essa mensagem ao nosso cérebro, que por sua vez, transforma as mensagens recebidas nas imagens que enxergamos.

Próximo à retina está localizada a mácula, também na parte detrás do olho. Sua principal função é garantir que enxergamos os detalhes das imagens geradas no nosso campo de visão.

Sinais de que a cloroquina pode ter afetado a visão

Alguns sinais podem indicar que a retina está sendo afetada pelo medicamento. Confira quais são eles e fique atento:

  • visão turva, dificuldade de foco, problema para ler;
  • visão distorcida, visão noturna deficiente;
  • alterações em sua visão de cores;
  • enxergando flashes de luz ou listras, círculos ao redor das luzes,
  • alta sensibilidade à luz,
  • incapacidade de mover os olhos,
  • aumento das piscadas ou espasmos da pálpebra,
  • cegueira noturna,
  • ver luzes excessivamente brilhantes,
  • olhos vermelhos/irritados,
  • visão dupla ou
  • alteração na visão de perto ou à distância.

Lembrando que, ao menor sinal, é importante que você procure o médico que prescreveu a medicação e agende uma consulta com seu oftalmologista de confiança.

E quem precisa do medicamento?

Como pode conferir, a cloroquina é um medicamento que pode ser usado no tratamento e prevenção de algumas doenças. Como é o caso da malária.

Assim, é ideal que os pacientes que precisam fazer uso prolongado do medicamento passem por consulta com o oftalmologista e realizem alguns exames oftalmológicos que irão mostrar se possui alguma condição pré-existente que pode ser prejudicial à saúde da sua visão.

Geralmente, nesses casos, o paciente realiza o exame de fundo de olho e avaliação prévia da região macular para descartar doenças anteriores.

Em conclusão, é importante ressaltar que você nunca deve tomar nenhum medicamento por conta própria, pois, por mais simples que pareça, todo medicamente deve ser sempre prescrito por um profissional de saúde especializado para evitar possíveis danos à saúde.

Como é o caso da cloroquina, por exemplo, que pode causar danos irreversíveis à retina e, portanto, cada paciente precisa ser acompanhado por uma autoridade médica.

Enfim, aproveitando o tema, queremos muito saber se você se preocupa com a saúde dos seus olhos. Sabe como está sua visão?

Aliás, você pode fazer nosso teste de visão agora mesmo e descobrir se está tudo bem com a sua saúde ocular ou se precisa agendar uma visita ao oftalmologista.

Efeitos colaterais da cloroquina - teste de visão

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E, por fim, seu comentário é muito importante pra gente. Por isso, nos conte o que achou dessa leitura. Já conhecia os efeitos colaterais da cloroquina?

Fontes:

Drugs.com

Everydayhealth

Emedicine.medscape

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